segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

DIA DOS PROFESSORES - Crônica

CARTA-ORAÇÃO DO PAI AO EDUCADOR

Uma de minhas filhas, a educadora Maria Montessori, escreveu o livro A CRIANÇA. Nele, ela diz que vou perguntar aos educadores: “O que fizestes da criança que lhe confiei?”.
É filho. Vou perguntar mesmo. E você vai responder muitas coisas. Algumas até já sei como: desenvolvemos sua cabecinha, aumentamos sua capacidade intelectual, falamos de Deus, dissemos a ele que amasse o próximo, fizemos de algumas pessoas famosas, etc. Mas será que eu me contento com isso? Não. Acho que vou perguntar mais. O que você fez com as outras capacidades que ofereci à criança, com muito, muito amor mesmo? O que vocês fizeram com a capacidade que elas têm de sonhar, de se alegrar, de cantar, de sorrir?
Sabe, filho, um dos meus atos mais caprichados foi dar aos pequeninos, e a você também, as capacidades de inventar, fazer “artes”, criar, se comover e tantas outras. Dessa forma, ainda que de leve, você sentiria minha emoção quando criei o homem, quando criei cada um de vocês... Vocês ajudaram a criança a experimentar este meu tipo de jogo?
Tem mais, meu filho. Quando eu imaginei esse mundo todo, coloquei formas, cores, sons aqui e ali. Preenchi todos os espaços. Exultei em preparar para o homem um mundo cheio de detalhes: nuvens travessas, peixinhos dourados, animais, rios, montanhas, sol, estrelas e tantas outras coisas que até parecem “coisas de criança”. Mas não parecem, não. São coisas de criança, e é assim mesmo que eu gosto. E por falar nisso, você deixou que a criança percebesse que esse mundo criado por mim é para ser vivido e continuado?
Como? Não entendi, meu filho. Você me diz que não teve tempo? Que pena! Sou Deus e não tenho relógio. Talvez até tenha que providenciar algum. Tantos aparecem aqui com essa desculpa, que para mim nada significa.

Como? Claro que sei de suas dificuldades com salário e respeito tudo isto. Mas não aceito de modo algum quando alguns de seus colegas vem dizer “não ganho para isto” tentando justificar seu mau trabalho e falta de responsabilidade profissional.

Como? Eram muitos os trabalhos, relatórios, fichas, seus outros afazeres? Sim, eu sei o que é isso. Mas as propostas que lhe fiz não se preocupam com esses detalhes para acontecer. Simplesmente, eu pedi que você continuasse a minha obra. Confiei em você.

Sabe, ainda lembro daquele meu filho, seu irmão, que inventou o fogo. Que espantosa alegria ele teve. Sentiu-se tão feliz e tão grande, interiormente, que teve a certeza de ser meu filho. Ele tentou e teve este gosto.
Sim, está difícil para você me dizer o que fez com as crianças que lhe confiei. Não se assuste, eu sou Deus e Pai. Minha cobrança é suave. Eu já disse que meu jugo é suave.
Eu sei que você falou de doutrinas, leis, histórias bíblicas. Fez bem. Mas e da vontade de vida plena, que é minha maior vontade para vocês? Você sentiu isso junto com as crianças, ou será que desistiu ou foi desanimado, mostrando-me uma pessoa chata, cobradora, limitadora?
Você reparou que não foi por acaso que recebeu um diploma de educador? Eu estava lá na sua formatura. Como estive também em todos os seus anos de estudo, e continuo ao seu lado cada vez que você cresce na sua profissão. Quando você sofre, estou mais perto ainda. E como me alegro quando você reage, positivamente aos tropeços que lhe surgem pela frente. Tenho um grande carinho pela sua profissão e o escolhi exatamente para estar ali. Você não é um mero acaso. Nem pense que não conseguiu ou escapou de ser médico ou veterinário. Eu tenho meus planos para você, embora de vez em quando você mesmo os atrapalhe.
Quando meu Filho, muito amado, Jesus, esteve entre vocês, ele advertiu sobre o que fizessem a um desses pequeninos era a mim que estariam fazendo. Lembra-se? Por isso mesmo, eu que estou sempre no lugar deles quero lhe agradecer todas as vezes que me censurou com carinho, quando me repreendeu com humor saudável, e quando, com honestidade, teve que perder a paciência, pois você também não é de ferro. Quero agradecer-lhe todas as vezes que você me fez crescer confiante, dizendo que eu estava muito bem e nós dois no alegrávamos com isso.
Todavia quero lhe dizer que não gostei de muitas vezes encontrar, por anos a fio, você preocupado com muitas coisas que eu até já sabia ou poderia encontrar nos livros. O que eu queria era não só ouvir você, mas sentir a sua presença.
Assim mesmo todos os dias, lá estava eu sentado, parado, esperando que você me ensinasse a ser gente e a gostar exatamente de ser gente. Porem você só falava de conhecimentos que alias chamava de "conteúdos” que vez por outra, você vinha observar se estavam guardados dentro de minha cabeça.
Não faz mal. Assim mesmo eu criei o mundo para dá-lo ao homem. Este em você, eu criei porque precisava. Acredito na humanidade, acredito no homem, acredito em você. Sempre quis lhe dar este amor que lhe quer livre, que lhe quer amado entre vocês mesmos e mais, que lhe quer construtivo.
Para você, meu filho-educador, só peço mesmo uma coisa simples, do seu jeito e grandiosa: continue-Me.
Sempre estou com você
Seu PAI.

PS. Escrevi esta carta nos anos 80 hoje coloco um PS para pedir que você seja completo. Nas suas atividades diárias, na sua vida total, no seu grupo de educadores. Lute por toda a valorização da sua profissão, principalmente, valorize-se. Complete-se com o que encontrar neste mundo tão evolutivo, acelerado e também positivo.

Coloco um outro PS – Não escrevo só para professores de crianças, mas para todo e qualquer educador, familiar, escolar, universitário e quem sabe até político.
MARIA LÚCIA PEDROSO YOSHIDA

Esta crônica originalmente foi escrita para uma reunião de professores do Colégio Maria Imaculada - bairro do paraiso - São Paulo
Em outubro de 1985 foi publicada na revista FAMILIA CRISTÃ edições Paulinas.
Hoje recebeu ligeiras alterações.

http://mariadesdobrandopsicologia.blogspot.com 
PARA QUEM SE INTERESSA PELA ÁREA DE EDUCAÇÃO E CHEGOU ATÉ ESTA POSTAGEM ESTÁ CONVIDADO PARA ACESSAR O BLOG ACIMA.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

PREENCHENDO ESPAÇOS - COR - FORMA - SENTIMENTOS




O Carnaval é um tempo para inverter uma série de coisas. Pelo menos nasceu para ser assim. Patrões viravam empregados e estes seus senhores durante as festas. Isso já vai longe! No boom acelerado de todos os dias, Carnaval pode ser um tempo reservado para se fazer apenas o que se quer, melhor, pelo menos um pouco do que se deseja. No Carnaval do ano passado peguei quatro telas em branco, em cada um pintei um fundo de cor unica que me lembrassem cada estação do ano e neles representei, a meu ver, a vida de uma árvore. Através de origamis que me diziam alguma coisa. Na tela do verão, na árvore que dá sorvetes estão o Chico e a Letícia, meus netos. Na tela do outono os caracois, origamis bem infantis, que adoro fazer e eles têm até nome. Thales um dos sete sábios da Grécia ao levar um tropeção foi criticado por uma mulher que dizia que ele sabia ver estrelas, mas não enxergava o chão onde pisava. Mas... foi um dos Sete SDábios da Grécia e o Thales caracol tambem olha para o céu - ele sonha - e olha para a terra - onde anda.
Foi uma época, no ano passado, em que gostava de colocar origamis numa tela para que representassem alguma coisa. Aliás a primeira foi a árvore com pássaros da paz e da luminosidade (meio inspirado no quadro com aplicação de gesso que vi na Dra. Mary). 
Sem ME prometer, pode ser que neste Carnaval acabe o
quadro com vaso de flores.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

ORIGAMIS DE VERÃO - SORVETE e TERUTERU (parar de chover)

Muito faceis de serem feitos sugerimos um SORVETE que pode tambem servir de crachá
(colocar com durex dupla face ou enroladinho), um meio de comunicação (manda-se recados por ele)
 ou o que a criatividade sugerir. Sempre é bom unir útil ao agradável.
 Sem esquecer que podem ser ótimos "aquecimentos", mesmo que sorvetes
sejam gelados, para ambiente de aprendizagem.
 Podem ser confeccionados em papeis de origami mesmo, com papeis espelho cortados
ou mesmo sulfite (aí é mais dificil e cuida não perder o ritmo das dobras).
 O da foto foram confeccionados com papeis de origami com 15 cm. de lado.

TERUTERUBOOZU
Como está chovendo muito tambem podemos fazer um bonequinho que as crianças japonesas
penduram nas janelas para que a chuva dê uma trégua e elas possam brincar ao ar livre.
Seu nome é Teruteru-boozu.
Feitos com papel espelho (os da foto foram feitos com papeis de 7,5 cm de lado).
Pode-se colocar cordões ou linhas presos com fita adesiva ou cola e pendurar em algum lugar
 como janela, porta ou um lugar em que possas girar.
Eles giram com o vento e fica muito bonito, agradável e dizem que o que atrai movimento de ar é positivo. Imagine isto em sala de aula.

Em breve postaremos origamis em video. Mas ainda acreditamos que estes esquemas são fáceis.
Quando a linha é apenas traçada, a dobra é para dentro, chamadas de vales.
Quando há traços e pontinho dobra-se para fora e estas são as chamadas dobras montanhas.
As flechas indicam se tem que virar o trabalho do lado contrario ou mudar de posição do mesmo.
Flechas gordinhas indicam que está se ampliando o desenho do esquema. Dificuldades escrevam para mluciapedroso@globo.com.
Os esquemas de origamis foram tirados da revista PICCOLO, dificeis de transcrever todos os dados,
 pois não tenho teclado de hirganá, nem de katakaná e muito menos de kanjis.
Tenho para leitura, mas não para escrever e poucos saberiam o que está escrito.
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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

O BOM CÍRCULO VICIOSO DE ESTIMULAÇÕES E MOTIVAÇÕES ENTRE PROFESSOR E ALUNOS

Registrando livros para o SEBO SEBOSO 4, não resisto e folheio vários deles durante este processo. Num livrinho, cujo nome não me ocorre agora, o autor fala que resolveu fazer um caderno no qual em cada página ele registra cada coisa que pede a Deus e na oposta ele registra quando é atendido. Com isto, ele chegou à conclusão de que tinha sido atendido 97% das vezes.
Agora, pensando no que postaria no blog caiu em minhas mãos um texto que usei em algum treinamento sobre MOTIVAÇÃO É COM A ESCOLA, SIM. (Não que não ache que 97 a 100% ela deve ser feita em casa tambem nos assuntos de querer saber mais). Mas no texto Abraham Maslow, o grande psicólogo estudioso das motivações, acreditava que somente impediriam a satisfação da necessidade de auto-realização os obstáculos colocados no caminho de alguem pela sociedade. Ainda, não se disse que estes obstáculos podem ser colocados por pais e professores. Nem vai se dizer, apenas seria bom
que cada um se analisasse.
MASLOW sugere que o processo educacional tenha alguns passos a desempenhar na promoção do desenvolvimento pessoal. Vamos a eles.
1- ensinar as pessoas a serem autênticas; conhecedoras de suas próprias possibilidades e ouvirem a força de sua voz interior.
2- ensinar as pessoas a transcenderem sua própria condição cultural, e se tornarem cidadão do mundo. O sonho para (infelizmente não de) todo e qualquer brasileiro.
3- Auxiliar as pessoas a descobrirem sua vocação na vida, seu chamado. Isto focalizado especialmente pelo encontro da carreira certa.
4- Ensinar as pessoas que a vida é preciosa, que há alegria para ser experimentada.
5- Aceitar as pessoas e ajuda-las a aprender ou conhecer sua própria natureza. O conhecimento real de atitudes e limitações podem ajudar potenciais a e desenvolverem.
6- Ver que as necessidades básicas das pessoas estão sendo satisfeitas. Isto inclui segurança, sentimento de pertencer e necessidades de ser estimado, valorizado.
7- Vivificar o conhecimento, ensinando as pessoas a apreciarem a beleza e as outras boas coisas da natureza e da vida.
8- Ensinar as pessoas que controles são bons e que o completo abandono é ruim. Assumindo controle para proporcionar qualidade de vida em todas as áreas.
9- Ensinar as pessoas para que transcendam os problemas superficiais e atenham-se aos problemas mais sérios da vida. Isto inclui os problemas de injustiça, de doenças, de pobreza de qualquer espécie, de sofrimento etc.
10- Ensinar as pessoas a fazerem boas escolhas. Elas precisam praticar fazendo escolhas, primeiro entre o que é bom e suas semelhanças.
OBSERVAÇÃO- as MOTIVAÇÕES são ocasionadas pelo atendimento às necessidades, mas elas só ocorrem mediante ESTÍMULOS.
ESTIMULAÇÃO é função a ser exercida pela escola e pela família, ou de quem EDUCA. Até mesmo a oportunidade que podem oferecer a si mesmos e aos alunos de se auto-motivarem.
Quantas vezes não ouvimos e não falamos, preciso arrumar algo que me estimule?
Lembrando lá de cima do autor das anotações de pedidos e atendimentos de Deus, poderíamos sugerir, agora no caso a professores, que tivessem um lugar onde registrassem a cada dia, ou pelo menos em determinadas ocasiões sobre
HOJE MOTIVEI UM OU VÁRIOS DE MEUS ALUNOS!
Quem sabe, TODOS? Mesmo que seja o professor ajudando a Deus e
vice-versa a chegarem perto dos 97%.
Não precisa reclamar de salário, excesso de aulas, muitos relatórios,
vários empregos. A sugestão é mais uma atitude a ser interiorizada,
não a ser preenchida. Com certeza como uma coisa leva a outra o que provocamos (estimulamos) de motivação nos outros, volta para nós mesmos e isto é um pagamento muito gostoso lá dentro de nós mesmos. Não substitui nem dá bonus ao salário real, mas a satisfação pessoal de algo bem conseguido ainda é das melhores recompensas que se pode ter.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

FACILITANDO MENTE E AMBIENTE DE APRENDIZAGEM PARA CRIANÇAS

O texto FACILITANDO MENTE E AMBIENTE PARA APRENDIZAGEM está no blog
http://mariadesdobrandopsicologia.blogspot.com
Permanecem aqui os origamis correspondentes. Portanto solicitamos que "pulem" de um blog para outro.

ORIGAMI DA GALINHA






  
LÁPIS

Após este trabalho pode-se fazer o origami do lápis. (Papel retangular, podendo ser 15x7,5 cm e colorido)



TREM









FOGUETE

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